Preparara-se, pegara todas as ferramentas que lhe eram necessárias. O papel branco ainda, a caneta-tinteiro, a cara lavada e a coragem despida. Convertera metros em centímetros, decímetros e em mais dimensões que um dia aprendera; erguera muros que separavam povos e ideologias; construíra paredes, círculos, paisagens que não lhe eram comuns no dia-a-dia; letras que evoluíam a palavras, e estas, a diálogos, discussões, intervenções, brigas e conclusões absurdas!
(...) A caneta-tinteiro ainda repousava sobre mesa, intocável.
Quarta-feira, Agosto 12, 2009
Segunda-feira, Junho 29, 2009
Sexta-feira, Junho 26, 2009
Quinta-feira, Junho 25, 2009
- Por favor, a quantos quilômetros andam as nuvens hoje?
- Ih...tá devagar, viu moço.
- Faz tempo que a última passou?
- ...faz não.
- Será que ela passa de novo nesse ponto?
Pausa.
- Não faço a mínima ideia, senhor.
Terça-feira, Junho 23, 2009
Segunda-feira, Junho 15, 2009
Quarta-feira, Junho 03, 2009
Um espião,
Em sua espreguiçadeira,
Com seu espinhel,
Espera esplendor.
Rebusca, busca.
Estranho,
Estático,
Escasso.
- Esplendor? Está aí?
A esmo...
- Alô?
- Aqui é o especialista em esplendores.
- Escuta, quais são suas estatísticas?
- Estonteantes.
Com esforço, lembrou-se da fala d’um amigo:
- Bom, “estima-se que um especialista dessa estirpe deve ser parecido
com um esterco.”
- Tu, tu, tu.
Respira...
Desiste-se de esplendores.
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